Dr. Eduardo Sucupira - Cirurgia Plástica

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INJEÇÃO DE JUVENTUDE

Devido a seu potencial espetacular, as células-tronco parecem prometer a cura miraculosa para todos os males. Em muitos casos, a promessa permanece no campo hipotético. Entre as áreas em que já há resultados práticos, desponta um tratamento inovador para o rejuvenescimento da pele. O procedimento começa com uma pequena cirurgia para a retirada da pele de uma região rica em bulbos capilares, em volta dos quais existem muitas células-tronco – aquelas que levam a chave biológica para se transformar em outros tipos de célula do corpo humano. Nesse caso, elas são utilizadas na multiplicação dos fibroblastos, as células que produzem colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação da cútis. Com tecido e sangue colhidos do paciente, o laboratório prepara uma solução para ser injetada em rugas, cicatrizes ou marcas de acne. Com a implantação de milhões de fibroblastos novos, incentiva-se um processo de regeneração que é o oposto dos tratamentos cosméticos superficiais: de dentro para fora. A terapia celular parece ser o futuro da humanidade.

Como todo tratamento estético de vanguarda, o preço é astronômico: não sai por menos de 18.000 reais. As primeiras pesquisas sobre o uso de células-tronco para essa finalidade começaram nos anos 90 nos Estados Unidos, onde a terapia ainda é experimental por falta de aprovação da agência regulatória americana, o FDA.

O tratamento pode ser feito também como complemento de outros, como a cirurgia plástica. Os novos fibroblastos rejuvenescem a pele esticada pela plástica. Como se trata de um procedimento recente, sua duração ainda é apenas estimada. Há notícias de estudos americanos de que a melhora da pele dura muitos anos, mas não podemos estimar o prazo de validade porque não temos uma série histórica.

O tratamento de reposição de fibroblastos a partir de cultura prévia é, portanto realizado com tecido do próprio paciente, sendo considerado como um enxerto autólogo. É um método que se propõe a contribuir com o preenchimento cutâneo além de funcionar como reparação residual. Já existem estudos clínicos que demonstram a eficácia do método. Esta nova terapia já se incorporou ao nosso arsenal de terapias, a disposição de todos os brasileiros.