Dr. Eduardo Sucupira - Cirurgia Plástica - ÁCIDO HIALURÔNICO AGORA PARA HIDRATAÇÃO CUTÂNEA

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Lipo faz 30 anos e ainda é plástica campeã
Gordura indesejada leva 60% dos pacientes a clínicas especializadas

A lipoaspiração completa 30 anos de existência como a cirurgia campeã entre as plásticas no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), 60% dos pacientes que fazem plástica no País recorrem à técnica de retirada de gordura localizada. Só ano passado, foram 200 mil procedimentos do tipo, quase o dobro da segunda colocada no ranking: a plástica da mama.

Uma das vantagens é a cicatriz, quase imperceptível, deixada pelas cânulas — tubos cirúrgicos de 5 milímetros de diâmetro utilizados para a drenagem da gordura. Há 30 anos, quando o método foi criado pelo cirurgião francês Yves Gerard Illouz, o calibre das cânulas chegava a 12 milímetros.

A principal indicação é para pacientes com gordura localizada em áreas, como abdome, culote ou quadril. Lipoaspiração não é cirurgia de emagrecimento. Além disso, o máximo de gordura que o cirurgião pode retirar é 5% do peso do paciente. Ou seja, se o indivíduo pesa 80 quilos, o médico poderá retirar, no máximo, 4 quilos de gordura.

Médico criou lipo para a namorada

A lipoaspiração foi inventada em 1978 por Illouz com o intuito de agradar a uma atriz francesa que ele namorava. A moça — que ele jamais revelou o nome — adorava usar decotes, mas tinha vergonha por ter um nódulo de gordura nas costas. Depois de pensar em um jeito de remover o nódulo sem deixar cicatriz, Illouz teve a idéia de sugar a gordura através de uma cânula. Mas, antes de experimentar na namorada, treinou em gordura animal, comprada em açougue, por quase três meses.

A técnica não demorou a chegar ao Brasil. Dois anos depois, em 1980, Illouz participou de Congresso em Fortaleza, onde apresentou a lipo aos brasileiros. Para convencê-los, propôs uma demonstração na geógrafa Maria Edith de Araújo Pessanha, que conheceu num jantar no Rio. Quando soube do motivo da vinda do médico ao Brasil, Maria Edith foi a primeira a se oferecer como ‘cobaia’ para aquela que seria a 1ª lipo feita no país. A cirurgia foi realizada no Hospital dos Servidores do Estado (HSE).

“Naquela época, eu não ia à praia porque tinha vergonha de usar biquíni. Tinha complexo das minhas pernas. Até pensei em fazer plástica, mas tinha medo da cicatriz. Depois que fiz a lipoaspiração, superei meus complexos e recuperei minha auto-estima. Nunca mais fiz outra operação. Me exercito andando na bicicleta ergométrica”, recorda Maria Edith.