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Trata-se de uma cirurgia extremamente individualizada, onde cada caso pede uma programação diferente, levando-se em conta o grau de calvície, o tipo de cabelo, a proporção entre a área doadora e a área receptora, histórico familiar detalhado de calvície e idade do paciente.
Desenvolvido pelo cirurgião plástico brasileiro Carlos Oscar Uebel, o MIC (Microtransplante Capilar) é referência mundial e usa células-tronco. As células-tronco são encontradas em todo o corpo, mas em algumas regiões a concentração é maior, como nas gorduras da parte inferior do abdômen, joelho e na parte interna da coxa, além do cabelo.
O tratamento para o estímulo das células-tronco ocorre no momento em que é feito o procedimento cirúrgico de microtransplante capilar. Na técnica, é retirada da nuca uma tira de couro cabeludo, chamada de região doadora. Essa peça é recortada diversas vezes para ficar em pequenos pedaços, contendo de um a três fios de cabelo, no máximo. Ao mesmo tempo, é colhido sangue do paciente. O material é centrifugado para separar as plaquetas com fator de crescimento. As plaquetas são usadas para estimular as células-tronco localizadas na região receptora.Assim, antes de ser enxertado no paciente, o bulbo capilar com o folículo piloso é embebido nas plaquetas. Depois de ativados, são implantados, um a um, no paciente.
A área tratada pode atingir um aumento de 52% a mais de cabelo e o resultado estético é natural. O paciente não sairá da cirurgia cheio de cabelo como em um passe de mágica. O microtranplante é gradativo. Os fios que foram transplantados crescerão como os fios já existentes dentro do prazo que varia de 3 a 4 meses após a cirurgia e não caem mais, pois são removidos da área que não contém código genético para calvície. Isso garante uma naturalidade muito grande e a certeza de um resultado satisfatório.
Tradicionalmente, os homens são a maioria na sala de cirurgia capilar. Em 2004, 28,7% dos homens entre 30 e 49 anos procuravam essa intervenção. E em 2006 aumentou para 31,6%. Porém, desde 2004, o percentual de mulheres também tem aumentado, de 11,4% para 13,8% em 2006, sendo que deste número 26,4% são mulheres na casa dos 30 anos.
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